segunda-feira, 14 de setembro de 2009

What would Bill Hicks say?

Anda tudo tolo!
É verdade!

Então não é que ainda no outro dia vi um cartaz para a "Clean Party"?
Clean? Sim, sim!
Só concertos (Jonas Brothers, talvez), free hugs, joguinhos e sem álcool! Urgh!
Mas quem é que quer ir a uma festa Clean?
Pagar para curtir um concerto sem aditivos?

Parece que anda tudo maluco ou a gozar!

Faz-me lembrar a entrevista que li no outro dia do vocalista dos Killers na Blitz.
O gajo é mormon. Praticante! Ou seja, não bebe, não fuma e só fode para ter filhos!
Urgh, Urgh!
Onde é que já se ouviu falar de uma rockstar que não bebe? Nem fuma? Nem aproveita para foder tudo o que é gruppie?!
What's the point of being a rock star anyway?!

Mas esta gente está louca?!

Sabem o que diz o homem do costume...?
Listen carefully!

"Ai e vamos fazer concertinhos de musiquinha limpinha, cantar a volta da fogueira e dar abraços... Mas sem nos embebedarmos?!"




"Ai e vamos todos acreditar num dEUS pouco piedoso que não quer que consumamos drogas ou escutemos Rock 'n' Roll!"

domingo, 13 de setembro de 2009

Hey, Ho Let's Go!

Este fim de semana vi Rock'n'Roll High School!
Um Porky's style film, mas com muito rock à mistura e claro com os Ramones!
O sonho de qualquer estudante de liceu: fazer gazeta, levar os Ramones a tomar nas instalações da escola e terminar deitando fogo ao "palco"!


No dia em que Joey Ramone morreu estava com uma ressaca descomunal (daquelas à moda da queima de Coimbra, lembras-te Li?) a consolar um dos seus maiores fãns. Acabámos os dois a beber um copo em qualquer lado pelo "velho Joey" como ele dizia. Por meu lado, comecei a conhecer os Ramones melhor a partir dessa altura. O velho brilho da morte...


Ao ver o filme que, sabe-se lá de que maneira conseguiram fazer, lembrei-me de uma frase que ouvi há uns anos:

"Quem me dera ser a rock-chick que destabilizava as aulas com o seu "Rock'n'Roll highschool!"

sábado, 5 de setembro de 2009

Katrina - 4 anos depois


Esta semana fez 4 anos sobre a tragédia.
Sem saber, vi pela primeira vez When the Levees Broke de Spike Lee. Uma série documental em IV actos.
Ainda só consegui os 2 primeiros, mas valeu.

Spike Lee entrevista o povo de Nova Orleães. Estes contam como não quiseram (ou puderam) abandonar a cidade mesmo sabendo que o furacão atingiria grau 5 (o pior para estes fenómenos).

A tempestade foi realmente dura, mas não chegou a atingir a cidade com a toda a força. No auge da sua fúria desvia-se para Este. Os diques acabam por rebentar, inundando a 80% a cidade (a vários metros abaixo do nível da o mar) mas ainda assim os cidadãos acharam-se afortunados.

Or so they thought...

Esgotados, sem comida nem bebida, com as casas destruídas ou submersas, as pessoas tentavam aguentar-se debaixo de um sol de 40º, esperando a chegada da cavalaria no dia seguinte.
Mas esta não chegou.
Nem no primeiro, nem no segundo, nem no terceiro...

Apesar da presença de jornalistas no local, testemunhando o desespero da população, o Governo Americano não enviava ajuda.
E assim foi até ao quinto dia depois da tempestade.

Muitas das mortes deram-se dias depois da tempestade, com a falta de assistência.
Com o calor, a fome, a falta de medicamentos ou tratamentos médicos.
Katrina foi talvez a maior mancha, a maior vergonha, o maior crime da administração Bush.

O governo, debilitado nas forças armadas (guerra do Iraque e do Afeganistão) não podia (ou não quis) socorrer Nova Orleães. O Presidente esperava talvez que o problema desaparecesse...

Como disse uma vítima: "Gabam-se de poder entrar em qualquer país do Mundo num dia e meio, mas não foram capazes de chegar a Nova Orleães em 4..."

Este post é para lembrar o que aconteceu em Agosto de 2005.
Lembrar a força da Natureza e o virar de olhos de Bush e dos seus colegas de governo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Têbê Na Net

Pois é, a net tem destas coisas.
Um gajo dá umas voltas e dá de caras com o canal de tv online do Alvim.

Para quem me conhece, sabe bem que eu abomino o Alvim. Não lhe acho piada. Tenho pouca pachorra para o "estupidificanço" juvenil do gajo.

Mas quando algo é bom, aqui o taxista sabe admiti-lo!

O speakytv tem um programa de nome "Boa Noite Alvim," apresentado pelo próprio.
Não é O programa que é bom... É uma treta ao estilo do "Cabaré da Coxa" que existia há uns anos na Sic Radical.
Os convidados do programa vão desde a Ana Malhoa, passando pelo Emidio Ragel e Frederico Duarte Carvalho e terminando no organizador e duas performers da Feira Medieval Erótica (ok, que fez o gajo dizer "Carvalhos" na têbê. Even if Internet têbê, it's cool).


Domina a piada fácil e com dupla interpretação. Típico destes jornaleiros que saltaram da rádio para a têbê (e agora para a net, claro!)

Mas como toda a regra tem excepção, houve uma entrevista fenomenal.

Não pelo entrevistador; que a bebericar Jamesons (patrocinador do programa) o faz ainda mais lento e estúpido; mas pelo entrevistado.

Sem papas na língua, como aliás é seu costume, falou da juventude, das suas paixões, das influências e motivações.

Marinho Pinto conta episódios da sua vida académica em Coimbra, do concerto da sua vida, dos seus princípios (como a recusa em beber vinho num restaurante) e de outros episódios e figuras mais mediáticas (vocês sabem do que é que estou a falar...!)

Aqui fica o teaser, apesar de bastante fraco porque infelizmente não consigo sacar o vídeo da entrevista, mas que já serve para abrir o apetite.



O site é www.speaky.tv.
No canto inferior direito do ecrã de televisão escolham :
Menu - Browse on Demand Library - Boa Noite Alvim ep.4.

Enjoy!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

"It isn't hard to do..."

O Ocidente deu provas da sua evolução em relação a outros povos noutras partes do Mundo.

Num gesto humanitário admirável, o governo escocês libertou o terrorista Abdelbaset Ali al-Megrahi, condenado há 8 anos a prisão perpétua, pelo atentado Lockerbie no mesmo país que vitimou 270 pessoas.


Ao aterrar na Líbia foi recebido em apoteose pelos seus conterrâneos.

Aquelas bestas, que pedem paz e chamam aos outros infiéis, não foram capaz de apreciar uma atitude digna do ser humano mais compassivo e evoluído.


Apesar da polémica, espero que muitos dos líderes mundiais tenham apreciado e sejam capazes de tomar decisões tão difíceis quanto esta.
Porque vale a pena.
Porque faz-nos acreditar.


Quanto ao moribundo?
(Sim, porque para quem não está a par, este indivíduo, este criminoso, foi libertado porque é doente de cancro em fase terminal, ou seja, tem a sua própria bomba-relógio.)

Que morra rápido. Mas não sem antes expressar aos que o rodeiam o apreço por aqueles que lhe permitiram morrer no seu país, rodeado dos seus.

Os que ele matou não tiveram a mesma sorte.

domingo, 30 de agosto de 2009

Rockin 'til the end of Summer

Com o táxi acabadinho de estacionar em terras de França, arranco novamente, mas desta vez dentro de fronteiras para Neuilly sur Seine. A razão? O festival de Verão Rock en Seine.
O dia escolhido foi o sábado, dia 29 de Agosto.
A banda: os incontornáveis
Faith no More.

Há cerca de 9 anos que não ia a um festival do género.
Sentia falta do ambiente, dos putos bêbados e despreocupados (ai saudades!) e de toda a energia deste tipo de eventos.

O concerto de
Faith no More foi DEMAIS! Valeu cada tostão gasto no bilhete e no resto (cada cerveja de 20cl era 3,50€). Mas o mais engraçado foi comparar a organização de eventos e do próprio espaço com o que já conhecia back in Portugal.

Como lá, as bandas agora são obrigadas a começar a acabar o concerto à hora definida antecipadamente. Os tampões de ouvidos são oferta tão comum como os preservativos (
enjoy your music safely) and so on. O que foi verdadeiramente surpreendente, foi a sensibilização ecológica que a organização passou através de algumas medidas.

Exemplo: Ao comprar a primeira bebida, o preço era inflacionado em 1€. Este era o preço do copo de plástico (não o típico plástico mas um perfeitamente reutilizável. Várias vezes.) onde a bebida era servida. Aquando da compra das bebidas seguintes, o copo era trocado por um lavado. À saída do recinto existiam bancas de troca de copos pelos "oipos"!

Resultado:
Não havia copos espalhados pelo chão, como é tão típico em eventos do género. Menos lixo, menos desperdício e menor gasto de energia quer em recolhê-lo como em reciclá-lo.

Exemplo: As toilettes séches, ou casas-de-banho secas. Urinóis para os meninos e compartimentos improvisados para as meninas. Grandes bidões substituem as retretes. São mudados e despejados regularmente. Os dejectos são usados como estrume.
Nunca
faltou papel higiénico e existem dois lavatórios no exterior para lavar as mãos.
A
água é reutilizável claro.
Para aqueles que lêem com cara de nojo. A verdade é que não foi muito diferente do que usar as conhecidas casas de banho de festival/queima.
Mas muito menos nojentas.

Resultado:
Uma redução muito significativa no consumo de água. A reutilização no seu melhor. Uma redução nas filas de espera (sobretudo na das mulheres) impressionante.

A última medida está relacionada com uma campanha de sensibilização francesa. Esta refere-se ao consumo da água da torneira.


Deixei esta para o fim, porque eu sou solidária com os franciús nesta merda. É que se em Portugal eu não bebia água da torneira porque tinha "um sabor esquisito", na França sinto que me estou a envenenar!
Mas na realidade, não passa de paranóia taxista.
E para ensinar o povo, a organização do festival montou o chamdo Bar À Eau.

Neste podiam-se ler panfletos com "6 Razões para consumir água da torneira".

1. Tem origem na Natureza.
2. É sã.

3. É agradável.

4. É rica. (Em sais minerais e cálcio)
5. É ecológica. (Evita transportes, emabalagens e não causa resíduos)
6. É económica.

Para além disso, e distinguindo esta das campanhas de sensibilização da treta, no centro encontrava-se uma mesa com cerca de seis torneiras, onde as pessoas podiam encher as garrafas de água. Assim, poderiam comprovar por elas mesmas que a água da torneira é boa e gratuita.

E pronto, estamos oficialmente de ressaca. De cerveja, de boa música, de festivais... das férias.

O táxi arranca de novo amanhã, já com o taxímetro a rolar...
É a puta da rentrée! Vemos-nos por aqui!