
A banda: os incontornáveis Faith no More.
Há cerca de 9 anos que não ia a um festival do género. Sentia falta do ambiente, dos putos bêbados e despreocupados (ai saudades!) e de toda a energia deste tipo de eventos.
O concerto de Faith no More foi DEMAIS! Valeu cada tostão gasto no bilhete e no resto (cada cerveja de 20cl era 3,50€). Mas o mais engraçado foi comparar a organização de eventos e do próprio espaço com o que já conhecia back in Portugal.
Como lá, as bandas agora são obrigadas a começar a acabar o concerto à hora definida antecipadamente. Os tampões de ouvidos são oferta tão comum como os preservativos (enjoy your music safely) and so on. O que foi verdadeiramente surpreendente, foi a sensibilização ecológica que a organização passou através de algumas medidas.
Resultado: Não havia copos espalhados pelo chão, como é tão típico em eventos do género. Menos lixo, menos desperdício e menor gasto de energia quer em recolhê-lo como em reciclá-lo.
Exemplo: As toilettes séches, ou casas-de-banho secas. Urinóis para os meninos e com
Nunca faltou papel higiénico e existem dois lavatórios no exterior para lavar as mãos.
A água é reutilizável claro.
Para aqueles que lêem com cara de nojo. A verdade é que não foi muito diferente do que usar as conhecidas casas de banho de festival/queima. Mas muito menos nojentas.
Resultado: Uma redução muito significativa no consumo de água. A reutilização no seu melhor. Uma redução nas filas de espera (sobretudo na das mulheres) impressionante.
A última medida está relacionada com uma campanha de sensibilização francesa. Esta refere-se ao consumo da água da torneira.
Deixei esta para o fim, porque eu sou solidária com os franciús nesta merda. É que se em Portugal eu não bebia água da torneira porque tinha "um sabor esquisito", na França sinto que me estou a envenenar!
Mas na realidade, não passa de paranóia taxista. E para ensinar o povo, a organização do festival montou o chamdo Bar À Eau.
Neste podiam-se ler panfletos com "6 Razões para consumir água da torneira".
2. É sã.
3. É agradável.
4. É rica. (Em sais minerais e cálcio)
5. É ecológica. (Evita transportes, emabalagens e não causa resíduos)
6. É económica.
E pronto, estamos oficialmente de ressaca. De cerveja, de boa música, de festivais... das férias.
O táxi arranca de novo amanhã, já com o taxímetro a rolar...
É a puta da rentrée! Vemos-nos por aqui!
8 comentários:
Bonito e com boas fotos. Também já deixei a minha "reportagem". Embora ainda não tenha falado dos FNM
esse fervor ecológico é insuportável.
Aguardamos essa reportagem TZL!
Eu nao tb curto muito radicalismos RPS, mas se ja conseguimos foder esta merda em apenas 50 anos, eu nao quero dentro de 50 estar a dizer "deviamos ter sido mais espertos".
Agrada-me que estejamos a aprender com os erros. So demonstra que somos uma especie inteligente.
Bem de há 10 anos para cá mt coisa mudou nos festivais portugueses. Há lixeiros a recolher copos e practicamente nao há lixo, isso é mais no Stº Antonio k nem wc´s aqueles lisboetas montaram. Lavar copos de plastico, parece-me bom para o ambiente mas inseguro para a saude, ou nao? :-))))
Pelo menos em Paredes de Coura os WC tem papel e sao limpos tbm... essa da agua da torneira é k de facto é uma boa medida. Bem na verdade tou invejoso...
na Tugaria é ao contrário: há uma empresa que se dedica a engarrafar água da companhia e vende-la com o nome "água da torneira"...
oh que carago.....vivem juntos aprendem juntos...ENTÃO E O CONCERTO DOS FÉ NO MÁS????
Reportagem já disponível no parismosh.blogspot.com
A verdadeira visão de conjunto: o Paris Mosh e o taxista em complementaridade jornalística - isto sim, é serviço público! (Essa moda da água da torneira parece-me que é (luso-)americana. Vi uma entrevista a uma espécie de gourmet de águas da torneira a falar disso...)
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